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Arco-íris
Sete cores bonitas
Sete serpentinas
Sete fitas de cetim
Leve viaduto
Vestido de nuvem
Depois da chuva
Breve de verão
Bem-te-vi!
Bem-te-vi!
Passa o pássaro
Anunciando
Céu azul
E sol sorrindo.
Escrito por Ana Costa às 19h25
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Fiasco no circo
Ontem no circo
Foi o maior fiasco
O palhaço contou
Uma piada sem graça
Ninguém riu
O palhaço ficou aborrecido
Pediu aplausos
A platéia não aplaudiu
Por fim
Salvou-se o espetáculo
O palhaço sorriu
Do próprio fiasco
E livrou-se do embaraço!
Escrito por Ana Costa às 19h17
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Serenata
Dentro
Da noite fria
No muro escuro
Mia o gato
Numa animada serenata
Mas cadê a gata?
Acho que fugiu
Fugiu irritada
Com tantos miados
Miados desafinados!
Escrito por Ana Costa às 16h08
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Porquinho em apuros
Paco porquinho
Contente e gordinho
Morava num chiqueiro
Num chiqueiro muito chique
Tomava banho de chuveiro
Tinha banheira de espuma
Chinelos e roupão
Quando do banho saia
Ficava desconfiado
Se o fazendeiro dizia:
- Que porco gorducho!
- Que porco limpinho!
Tremia de medo:
- Não quero virar lingüiça
- Não quero virar toucinho!
Salvem o porquinho!
Escrito por Ana Costa às 20h29
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Hoje na horta
Verde, verdinha
Salsa, alface, cebolinha
Tudo papa a lagarta!
E nem se importa
Se acabar com a horta
E daí?
Sobrou pra você
Batata e abacaxi!
Escrito por Ana Costa às 17h53
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A vaca vaidosa e a anta tola
A vaca passeia faceira
Pelo verde pasto
Com seus novos sapatos
E a anta assanhada
Vestiu a saia listrada
Uma saia rodada
A vaca riu da anta
Da anta da saia listrada
A anta ficou frustrada
E a vaca de tanto rir
Atolou a pata no barro
Encharcou o sapato
A anta sem graça
Foi passear na praça
E deu de cara com a zebra
Que olhou a saia
Acusou a anta
De roubar-lhe as listras
A anta tola
Empacotou a saia
Entregou pra zebra
Que anta azarada!
Escrito por Ana Costa às 23h46
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Minhocando
Minhocava a minhoca
Olhando pro nada
Por que a terra é redonda?
Não ficava melhor quadrada?
Por que o céu é azul?
Podia ser cor-de-rosa!
E ficava a minhoca
Minhocando sem descanso
Cismava com o bico do pato
Implicava com o pé do ganso
"Um dia eu descubro!"
Quem torceu o rabo da porca
Quem botou bigode na foca
E seguia minhocando
A desmiolada minhoca.
Escrito por Ana Costa às 15h54
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Desfile
O mar
Estende o tapete
Lá vem a lua
Desfilando
Na passarela
Como é bela!
Com brincos e colares
"Todos falsos!"
Dizem as estrelas,
Nem de ouro
Nem de prata
São de lata!
Ah estrelas ingratas!
Escrito por Ana Costa às 15h21
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Vento no varal
Roupas ao sol
Tremulam ao vento
O vento zangado
Sacode o varal
Deus nos acuda!
Voa o paletó
Voa a bermuda
A camisa se enrola
Depressa na blusa
Num abraço assustado
O vento castiga
Sacode e sacode
O arame que geme
Torce e retorce
A calça espantada
Foge apressada.
Escrito por Ana Costa às 15h55
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Baleia azul
Era uma baleia
Que não gostava
De morar no mar
Baleia azul alada
Baleia levada
Nadava no céu
Leve, leve
Que nem balão
Entre as nuvens
De algodão
A lua era praia
Cheia de conchinhas
Conchinhas de cometas.
Escrito por Ana Costa às 18h20
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Sapo sabichão
Sapo sabichão
Sabia tocar violão
Flauteava a flauta
Afinava o violino
Martelava o piano
Era uma festa!
O brejo inteiro
Parecia uma orquestra
Mas o sapo
Que era tão sabichão
Quebrou a corda do violão
Violão do macaco Simão
E foi um quebra-pau
O sapo saiu pulando
Tocando berimbau.
Escrito por Ana Costa às 21h57
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O espantalho
Morno sol
Desperta
E se espalha
Pela plantação
Doura
Os cabelos de palha
Do espantalho
Que dorme
Cabelos de palha
Farfalham ao vento
Farfalham
Reluzem dourados
Ouro de milho
E dorme
O espantalho
Os passarinhos
Em algazarra
Brincam
Em seu ombro.
Escrito por Ana Costa às 15h33
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Feijão e arroz
Ferve no fogão
A panela
E o caldeirão
A panela
Esconde o arroz
O caldeirão
Prende o feijão
Que aflição!
Ferve a panela
Ferve o caldeirão
Apague o fogo!
Apanhe o prato!
Que confusão!
O arroz apressado
Atropela o feijão.
Escrito por Ana Costa às 19h34
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O menino e a lua
(Inspirado no poema de Cecília Meireles "A lua é do Raul")
Lua aluada
Aluando a lua
O menino na rua
Mira a lua
Corre na rua
A lua, a lua...
A sua lua
Brinca, esconde
Onde, onde?
Lua, lua...
Aluada
Por que não responde?
Escrito por Ana Costa às 21h48
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Chuvisco
A todas chuvas e anjos de Mario Quintana
Plim, plim, plim
Lá no quintal
Um anjo de guarda-chuva
Guarda a chuva no dedal
Ai de mim!
Pra lavar a catedral
Sol e chuva
Chuva e sol
Casamento de espanhol?
Plim, plim, plim
Chuva sem fim
Ai de mim!
Escrito por Ana Costa às 21h25
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